Fundamentos de Umbanda V – As guias

As guias ou colares que todos usam a começar da guia de Oxalá tem significado duplo. Primeiro de proteção, que aquele médium carrega consigo elementos que foram e são constantemente carregados pela energia dos Orixás, promovendo uma circulação de energias protetoras e de descarga não permitindo que energias deletérias se fixem no médium; que não haja a influência de espíritos trevosos nos trabalhos. Segundo significado é a própria ligação espiritual daquele filho com o Orixá ou entidade correspondente. Como uma insígnia demonstrando a todos que somos soldados, servos, membros desse exército. Subordinamo-nos e aceitamos aquele Orixá ou entidade como nosso Pai, e nosso comandante, por isso não agimos, não trabalhamos por nosso interesse exclusivo e sim pelo interesse maior da Luz e da Caridade.

Por essa razão ao entrarmos na Umbanda nos é permitido a utilização da guia de Oxalá e da guia de esquerda. 

Apenas após o Amaci é que podemos utilizar a guia do nosso Orixá ancestral, nosso Pai de Cabeça. Pois não é um ato mecânico e sem importância a utilização dessas guias. As guias das entidades tem significado semelhante, mas acrescido de uma força mágica para auxiliar na condução, liberação e direcionamento das energias do médium para os trabalhos daquela entidade. Isso significa que apenas aqueles que já foram liberados para o toco (médiuns que podem dar consultas nas giras) poderão usar essas guias de entidades. Lembrado que na nossa Casa todas as guias devem ser fechadas pelo Pai de Santo.

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