Ogum

O Orixá 
O orixá guerreiro.
“Se meu pai é Ogum, Ogum, vencedor de demandas….”
O ponto acima descreve a importância de Ogum para a Umbanda.
Ogum é o Orixá responsável pelos espíritos e pelas energias que vão desmaterializar, desconstruir as demandas, as magias contra os filhos que a Ele recorrem.
Por isso fala-se do Orixá Ogum como guerreiro. Senhor dos limites sempre está na frente abrindo a passagem para os demais Orixás. Razão esta que se explica nos rituais de Umbanda sua saudação em primeiro lugar (entre os orixás, já que a primeira saudação deve ser a de Exu).
Ogum exerce um papel fundamental na Umbanda, comandando os caboclos, os Exus e as Pombagiras, faz a guarda dos locais sagrados e dos médiuns de Umbanda. São eles que vão na frente para proteger e zelar pelas caravanas, pelo espíritos em missões de resgate e de trabalho.
Teremos Ogum no limite do Mar e terra, do campo santo e do profano, na entrada da mata, na beira dos rios e cachoeiras, e assim por diante. Isso também explica a razão de Ogum estar relacionado às estradas, aos caminhos.
Sendo vencedor de demandas, sendo um Orixá próximo aos trabalhos de Exu, deve dominar e manipular a magia. Isso também dá a Ogum uma relação íntima com os elementais. Sendo tido como o responsável pela evolução dos espíritos elementares. Isso pode ser observado nos pontos cantados das crianças da Umbanda (os senhores, os responsáveis pela ação, pelo acionamento dos elementais, espíritos elementares). Por exemplo: Cosme, Damião, Damião cadê Doum. Doum ta passeando no cavalo de Ogum. Ou então, Ele é pequenininho e mora no fundo do mar, sua madrinha é a sereia seu padrinho é Beira-Mar.
Simbolicamente Ogum quase sempre vem em seu cavalo branco, que é o símbolo das intenções puras, do defensor dos fracos, salvador da vida humana. Por exemplo o príncipe encantado monta o cavalo branco, o guerreiro herói e salvador do reino monta um cavalo branco, aquele que venceu o dragão monta um cavalo branco.
Ogum
 
ARQUÉTIPO
Os filhos de Ogum são aqueles cuja sinceridade aparece desnudada. Não medem as conseqüências de seus atos, não toleram falsidade, e muito menos aceitam parecer aquilo que não são. Se não gostam de alguém não se esforçam para mostrar o contrário. Facilmente irritáveis, tem crises e explosões de cólera, raiva. Explodem não medindo o tamanho da força empregada, independente do tamanho do mal a ele direcionado.
Não aceitam a opressão dos mais fracos.
Impulsivos, geralmente agem antes de pensar. Em geral, depois de sentirem-se aliviados por terem extravasado seu poder, arrependem-se pelo tamanho do estrago e das conseqüências de seus atos.
Passam do momento de explosão à tranqüilidade de um espelho d’agua com facilidade, ou seja seu humor em geral é muito mutável.
Raramente agem ou são explosivos de forma malévola e mal intencionada, acreditam estarem com a razão e sua cólera servirá como corretivo para a outra pessoa. 
Determinados ao extremo vencem em situações em que qualquer outro falharia, sua coragem se renova justamente no momento em que todos os demais abandonam.
Por essas características não “falam por trás”, não aceitam traição, dissimulação, assim não são traidores ou pessoas dissimuladas. No entanto, não gostam de ser criticados. 
Pessoas que levam a vida de uma maneira prática, o mais prática possível. Por isso não são vaidosos, pois não gostam de perder tempo com isso, muitas vezes são despojados. Por isso, dificilmente será visto um filho de Ogum com penteados que precisam de horas para ser preparado, roupas desconfortáveis, que levariam um bom tempo para serem vestidas ou despidas. Entretanto, gostam de estar bonitos ou bonitas, bem vestidos.
Em geral são pessoas que gostam da tecnologia, dos novos caminhos da ciência, de outras formas mais modernas de exercer suas profissões.
Quando enfrentam um problema preferem a luta direta, franca, não são adeptos das sutilezas e da diplomacia para resolverem uma questão.
Como chefes da casa gostam que tudo gire em torno deles, de suas ordens e de sua forma de entender organização no Lar. Assim na menor falta gostam de expressar como a pessoa está agindo errada.
Dia da semana – terça-feira
Cor – Vermelha
Ervas – espada de São Jorge, folha de jabuticaba, tansagem, lança de Ogum, folha de mangueira. Folha de aroeira, folha de salgueiro-chorão, pata-de-vaca, folha de mangueira, abre caminho, beldroega, carqueja, losna, língua-de-vaca, peregum (dracena com raios vermelhos).
Amalá – Feijão fradinho, inhame frito coberto com mel, goiaba cortada no meio, manga (de preferência espada), 7 velas brancas, 7 velas vermelhas, cerveja clara servida em coeté, 7 charutos, fitas branca e vermelha, cravos brancos e cravos vermelhos (7 e 7).
Saudação – Ogum iê,!(salve Ogum)

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